No ar desde 13 de abril de 2004
Ano V
versão 6.1

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OLÍMPICAS


© Rick Rickman/NewSport/Corbis

Os Jogos já estão quase no final e só agora consigo tempo para escrever sobre eles. Só não fico mais chateado por não ter tempo de comentar porque também não tenho tempo de ver. Ou melhor, tempo até tenho, porque os eventos acontecem de madrugada. O que não tenho é pique para ficar tanto tempo acordado. Sinal dos tempos…


Uma das coisas que não gosto nas Olimpíadas é que muita coisa legal acontece ao mesmo tempo. Gostaria de ter pelo menos 5 TVs para poder assistir tudo ao mesmo tempo. Imagino que ficaria louco, mas seria divertido.


Gostei a cerimônia de abertura, mesmo com a história da menina que cantou mas não apareceu. Isso foi mesmo revoltante, mas não me surpreende, afinal, a China ainda é a China. Os fogos de artifício digitalizados não me incomodaram, afinal, vivemos na era dos efeitos especiais. No geral, foi tudo muito bonito, mas o final foi decepcionante. Não que tenha sido ruim. Foi até interessante ver o sujeito voando e depois andando pela parede até chegar à pira, mas não estava à altura do que foi o resto da cerimônia. Fiquei esperando o momento mágico que marca algumas cerimônias de abertura ou encerramento. Não houve.


Me irrita ver tantos atletas brasileiros pedindo desculpas ao Brasil por não terem conseguido medalhas! Como se o Brasil tivesse feito algo por eles para poder exigir medalhas em troca! O Brasil é que deve pedir desculpas a todos eles por não dar melhores condições de formação e treinamento! Aliás, se for para pensar assim, o Brasil deve desculpas a todos nós! Medalhistas ou não, o que importa é competir (talvez eu seja ingênuo ou romântico demais), porque, ao menos no esporte, a intenção é o que vale, desde que venha acompanhada de esforço.


Se alguém tem que pedir desculpas por não trazer medalha, como sempre, é o futebol masculino. Não fiquei decepcionado porque não sou torcedor e porque nunca imaginei que o Brasil realmente tivesse chance com a preparação que (não) foi feita. Aliás, eu ficaria MUITO decepcionado se a medalha de ouro viesse! Eu disse que a intenção vale desde que venha acompanhada de esforço. Até acredito que a intenção existisse, mas esforço mesmo…


Trabalhar no horário dos jogos gera algumas situações inusitadas. Na terça e hoje, dei as últimas aulas da manhã com um ouvido no jogo (abençoado seja o inventor do fone-de-ouvido!) e o outro para acompanhar a classe. Deixei meus alunos escutarem os jogos, desde que mantivessem o silêncio e não atrapalhassem quem queria ouvir a aula. A molecada ainda duvidou que eu conseguiria fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas sou daqueles que assistem aula, desenham e ouvem música. Dar aula expositiva e ouvir jogo é tranqüilo!


O futebol feminino do Brasil bateu na trave de novo! Pena… Elas realmente mereciam! Mas perder para os EUA também não é nenhuma vergonha. O time americano deste ano está muito melhor do que o de Atenas. O do Brasil também, mas ainda falta poder de decisão e isso só vem com o tempo. Se o trabalho for feito com seriedade (porque até agora depende apenas do coração das meninas e do técnico), acho que em 10 anos teremos uma equipe campeã olímpica ou mundial (talvez os dois).



Escrito por Makoto® às 17:11:28
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5 ANOS, 1 DIA


© Birgid Allig/zefa/Corbis

Quando vemos um casal comemorar vários anos de casamento, a pergunta que todos fazem é “como fazer para o relacionamento não esfriar?” ou algo nesse sentido. Anna e eu ainda não nos casamos, infelizmente, e acho que não tenho a experiência necessária para dizer que tenho uma resposta correta para essa pergunta. De qualquer modo, tenho um palpite.

Acredito que a receita para um bom relacionamento é como a receita para um bom bolo (ou qualquer outra boa comida). Você precisa dos ingredientes e dos utensílios corretos. É preciso saber escolher a combinação de ingredientes e o momento de adicionar cada um deles à mistura, saber quando é preciso mexer na massa e quando é preciso deixá-la descansar. Não adianta ter bons ingredientes se eles não funcionarem juntos. Também não adianta ter vários ingredientes se não for possível distingüir os sabores. O forno tem que estar na temperatura certa. O tempo para o preparo deve ser adequado. Às vezes desanda, mas não se deve jogar tudo fora, porque podemos perder algo especial. O melhor, mesmo, é tentar consertar o bolo para que, mesmo não sendo exatamente como o planejado no começo, ainda seja um bom bolo.

Anna e eu completamos ontem 5 anos juntos. Mesmo depois de todo esse tempo, ainda estamos aprendendo a lidar um com o outro. Conseguimos dar liga à massa, mesmo que volta e meia apareça algo que prejudique um pouco a consistência do relacionamento. Funcionamos como casal, mas também funcionamos como pessoas individuais, temos cada um a própria vida e ficamos felizes quando podemos juntá-la.

Mas ainda falta muito para o bolo ficar pronto, principalmente porque não temos uma receita para seguir. Estamos tentando descobrir nossa própria receita, como faz qualquer um que queira ser um grande confeiteiro. E os grandes bolos, vocês sabem, têm sempre um ingrediente secreto, nem que ele só exista na cabeça de quem faz ou de quem come.



Escrito por Makoto® às 12:51:57
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ALEATEORIAS XXIX

Fim do recesso de julho e estou aqui na escola. Como as aulas começaram no meio da semana, a esmagadora maioria dos alunos deixou para aparecer só na segunda-feira. Resultado: estamos matando tempo aqui na escola. No meu caso, até que é bom, já que não consegui descansar tudo o que precisava e tenho algumas coisas atrasadas dos processos burocráticos.

No momento, estou acompanhando uma turma de alunos que participa de um projeto científico de produção de biocombustíveis. Eles estão elaborando o relatório final e só podem usar o computador da escola se houver um professor responsável. Então, enquanto eles trabalham aqui do lado, eu fico aqui enrolando, fora do meu horário de serviço, passando fome, morrendo de sono porque acordei às 5h da manhã e, o pior de tudo, sem receber nada por isso e nem ter qualquer conexão com o projeto, teoricamente sob supervisão do pessoal de Física, Química e Biologia. Então, aproveito para atualizar o blog e não deixar que o único post de julho seja um flash de poucas linhas.

O tempo em São Paulo está horrivelmente seco. Minha garganta arde, meus olhos também e minha boca está sempre seca, não importa quanta água eu beba. É uma desgraça. Espero que chova logo!

Que fome…



Escrito por Makoto® às 13:22:30
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FLASH VII

O que é uma boa ação de verdade? Devolver o maço de cigarros que alguém deixa cair dentro do ônibus e não percebe ou sumir discretamente com os cigarros e dar ao cara uma chance de fumar menos?



Escrito por Makoto® às 08:03:16
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SAPERE AVDE VIII

OLHAR BRASILEIRO SOBRE A TERRA DO SOL NASCENTE NO SÉCULO XIX

Há 100 anos, desembarcavam em Santos os primeiros imigrantes japoneses, trazidos pelo navio Kasato Maru, originalmente um navio-hospital da marinha russa que foi tomado pela marinha japonesa durante a Guerra Russo-Japonesa. Depois de 52 dias no mar, os 781 imigrantes seriam encaminhados à Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo e, de lá, seguiriam para as fazendas de café, onde esperavam fazer vida fácil. Na época, o Japão já enviava contingentes maiores de imigrantes para outras partes do mundo, principalmente EUA e Peru, a fim de reduzir a população no arquipélago e restaurar o equilíbrio alimentar, já que a guerra contra a Rússia, apesar de vitoriosa, deixara a economia japonesa em dura situação.

O tratado de amizade entre Brasil e Japão fora assinado bem antes, ainda no século XIX, embora um tanto a contragosto para o governo brasileiro, mais interessado em estreitar as relações com as nações européias e com os EUA. Esse desprezo pelo Japão se deve ao fato de que havia uma preocupação muito séria da elite brasileira em realizar um processo de branqueamento na população. Acreditava-se que a raça branca era geneticamente superior e o Brasil, com sua população predominantemente negra, indígena e mestiça, estaria condenado ao fracasso caso não se tornasse, rapidamente, um país branco. Nesse sentido, estabelecer um acordo com o Japão para transferência de população seria um atraso, pois acreditava-se que os únicos imigrantes aceitáveis eram de origem européia ou norte-americana. Ainda assim, o tratado foi assinado, já que outros países sul-americanos tinham tomado tal iniciativa. Com pretensões de ser a nação-líder da América do Sul, o Brasil não poderia se dar ao luxo de não assinar um acordo que seus vizinhos já tinham assinado.

O envio de camponeses japoneses para trabalhar nas fazendas brasileiras seria imediato, se a crise da virada do século não provocasse graves prejuízos aos cafeicultores paulistas (não confundir com a crise de 1929, que também afetou os cafeicultores, mas que aconteceu por motivos bem diferentes). O projeto seria, assim, adiado por cerca de 13 anos.

O que houve de lá para cá já foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Então, não pretendo me alongar aqui. Apenas me preocupei em escrever algo que demonstre que a relação entre os dois países não é exatamente o exemplo de harmonia e respeito tão falada por esses dias, ao menos não em sua origem.



Escrito por Makoto® às 19:57:28
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ALEATEORIAS XXVIII

O inverno finalmente chegou. Agora espero que se demore por aqui mais um pouco, ao invés de ir embora rápido como aconteceu nos últimos anos. Sei que já falei muitas vezes isso, mas eu realmente funciono melhor no frio. Hoje, por exemplo, dar aulas foi muito mais tranqüilo, com o cérebro funcionando mais rápido. O estranho é que minha letra também fica muito esquisita, já que acabo escrevendo mais rápido. Vai entender…

Mudando de assunto, estava assistindo a um jogo da Suíça pela Eurocopa e me deparei com uma questão: como fica o hino nacional de um país que tem quatro línguas oficiais? Será que existem versões nas quatro línguas? E como será que fica o som de quatro línguas diferentes cantando a mesma música ao mesmo tempo? Acho que só indo lá para descobrir.

Ainda estou pensando se escrevo sobre imigração japonesa. Estamos completanto um século aqui e acho que um historiador de origem nipônica não pode deixar passar a data em branco, ainda que o Brasil inteiro à essa altura já esteja saturado de tanto ouvir sobre o assunto. Se escrever, farei isso daqui a dois dias, no aniversário mesmo.

Último assunto do dia, os professores da rede estadual estão em processo de greve. Em nossa escola, ainda estamos tentando chegar a algo próximo de um consenso. Seja como for, minha posição é muito simples: não acredito mais em grandes sistemas políticos e sou contra 2 dos 3 pontos principais do discurso dos grevistas. Ao mesmo tempo, entendo que não temos, como classe profissional, outras possibilidades de luta, de modo que a greve se faz necessária. Mas estou realmente dividido, uma vez que não considero aceitável abrir mão de minhas convicções políticas e fazer parte de uma massa que será manobrada pelos sindicatos, mas tampouco considero aceitável o modo como o Estado tem gerenciado a educação pública e tratado os professores. Tenho a impressão de que qualquer que seja a minha escolha, vou trair alguém.



Escrito por Makoto® às 23:10:40
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AINDA HÁ ESPERANÇA!!!


© AP

UNICÓRNIOS EXISTEM!!!
(Agora estou esperando para ver dragões, faunos, centauros e outras criaturas ditas mitológicas).



Escrito por Makoto® às 19:52:53
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FUTEBOLÍSTICAS IV


Jim Cummins/Corbis

A coluna em que faço reflexões a partir do futebol andou um bocado parada, ainda que eu continue acompanhando todos os jogos possíveis pela TV ou pelo rádio (e, muitas vezes, pelos dois ao mesmo tempo para pegar jogos diferentes) e que o nobre esporte bretão seja um dos assuntos mais comuns por aqui. E eu nem sei dizer muito bem de onde é que veio todo esse interesse pelo futebol, já que eu nunca liguei muito quando era criança (sempre preferi basquete). O fato é que cada vez mais me percebo um apaixonado.

Uma das coisas que mais me interessa no futebol é seu modo de representar a vida. Com o futebol, aprendemos sobre vitória e derrota, sucesso e fracasso, justiça e injustiça, competência e sorte, bravura e covardia, lealdade e mesquinharia e tantas outras antíteses que se colocam o tempo todo em nosso caminho. É bem verdade que podemos aprender sobre tudo isso sem o futebol, mas ele torna todos esses conceitos muito mais fáceis de entender.

Agora já se passaram duas semanas desde que vi a final da Liga dos Campeões da UEFA. Embora eu veja o Chelsea como um time mais encaixado, me senti na obrigação de torcer pelo Manchester United, já que sou contra a idéia de milionários russos de fortuna com origem duvidosa comprarem times de futebol fora de seu próprio país. E não é tanto pelas suspeitas de que o Chelsea seja usado para lavagem de dinheiro. Isso também conta, claro, mas é principalmente porque o Manchester consegue aliar um bom esquema de marcação com uma postura ofensiva, algo que não se vê com facilidade no futebol inglês. (É verdade que o campeonato inglês é totalmente globalizado, aliás, como qualquer campeonato europeu, mas isso é uma outra história). Foi um jogo de encher os olhos, daqueles de empolgar qualquer um. Fiquei feliz por haver prorrogação e decisão nos pênaltis.

A eliminação do São Paulo pelo Fluminense na Libertadores eu acompanhei pelo rádio. Lamentei muito não ter uma TV por perto na hora. De qualquer modo, a impressão que tenho é de que esse time do São Paulo foi até longe demais. Falta ligação entre o meio e o ataque, o que torna o time refém dos cruzamentos da lateral. O time chuta pouco e, de modo geral, só faz gol quem tenta. O São Paulo tem tentado muito pouco e muito mal. Não creio que vá ficar muito tempo na zona de rebaixamento, mas também não vejo o time pegando uma das vagas para a Libertadores. No máximo, Sul-Americana e olha lá.

Também emocionante foi acompanhar as semifinais da Copa do Brasil. Não lembro de já ter visto as duas vagas numa final serem definidas nos pênaltis. E, se alguém quer entender como alguém pode passar de herói a vilão (ou o contrário) rapidamente, esses dois jogos são excelentes exemplos. No Morumbi, o goleiro Felipe se redimiu pela falha no gol do Botafogo ao defender o último pênalti, bem batido, diga-se de passagem. Já em São Januário… ALGUÉM ME EXPLICA COMO AINDA DEIXAM O EDMUNDO BATER PÊNALTI???!!!

Ainda estou esperando por um jogo que me faça chorar de alegria. De tristeza eu já chorei em 86, com os pênaltis perdidos de Zico e Sócrates e pela bola que bateu nas costas de Carlos e entrou. Naquele tempo, eu era mais patriota no sentido futebolístico da palavra. Esses quatro jogos que comentei ainda não me fizeram chorar, mas certamente me deixaram muito agradecido pela existência dessa coisa mágica que é o futebol.



Escrito por Makoto® às 17:04:42
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SAI, ZICA!!!

 

Não tenho muito tempo para escrever agora, mas não posso deixar passar em branco o sacode que o Flamengo tomou ontem em pleno Maracanã! De todos os brasileiros nas oitavas-de-final da Libertadores, eu tinha certeza de que Fluminense e Flamengo passariam para a próxima fase, afinal, venceram o jogo de ida na casa do adversário! O Flamengo, ainda por cima, tinha enfiado quatro no América, lanterna do campeonato mexicano! Azar? Incompetência? Clima de “já ganhou”? Falta de experiência? Falta de espírito de Libertadores? Insegurança? Excesso de confiança? Tudo isso? Não há como encontrar uma única explicação para o que aconteceu ontem!

P.S.: Ok, o Cruzeiro também perdeu em casa, mas, convenhamos, o Boca ganhar de 2 a 1 na casa do adversário na Libertadores não é nada fora do comum.



Escrito por Makoto® às 17:35:16
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ZAPPING XXXIV


© Comstock

Virada Cultural é uma desgraça. Colocam um monte de programas legais na mesma hora e dá um trabalhão escolher o que ver. Tirando aquelas atrações que não me interessavam nem um pouco, tinha opções suficientes para umas três semanas de diversão ali, mas tive que selecionar algumas porque ainda não descobri como estar em vários lugares ao mesmo tempo. Também acho um crime marcar a Virada Cultural na mesma época das finais do Paulistão. Se fosse qualquer outro jogo, até aceitava deixar de ver, mas logo as finais? 

***

Falando em futebol, vi só o segundo tempo de Ponte Preta e Palmeiras. Não torço para ninguém, mas ontem estava mais simpático à Ponte, afinal, é sempre divertido ver um time pequeno ganhar de um time grande (só não se diverte, nesse caso, quem torce para o time grande em questão). O segundo tempo foi praticamente todo da Ponte, mas o time sentiu o peso das finais e a ausência dos titulares suspensos pelos cartões amarelos. Não fosse por isso, era bem provável que o jogo terminasse pelo menos empatado.

***

A Globo passou hoje na escola para gravar entrevistas com alunos e professores para uma série especial sobre educação. Ainda não entendi por quê fui um dos escolhidos pela direção para participar da entrevista. Eu até tentei fugir de volta para a sala-de-aula, afinal, acho mais importante estar lá embaixo do que na frente dos holofotes, mas não teve jeito. Pelo menos foi rápido, mas perdi praticamente uma aula inteira nessa brincadeira. Mais uma prova de que a televisão pode, em certos momentos, ser prejudicial à educação.

***

Estou cansado, com dor de cabeça e tenho um monte de provas e trabalhos para ler. Deve haver um jeito mais fácil de fazer isso. Pelo menos deveria. Ossos do ofício. E o triste é que eu nem posso dizer que fui iludido quando entrei nessa vida.



Escrito por Makoto® às 15:54:51
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Sou quase assim, mas não tão bonito
Filipe Makoto Yamakami,
29 anos, professor de História e Geografia na rede pública estadual, músico e escritor nas horas vagas, residente em São Paulo, SP, Brasil, protestante praticante e ativo, social-democrata (órfão), perdidamente apaixonado por Anna Carolina Bittencourt Russo.

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