No ar desde 13 de abril de 2004
Ano V
versão 6.1

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SAPERE AVDE VIII

OLHAR BRASILEIRO SOBRE A TERRA DO SOL NASCENTE NO SÉCULO XIX

Há 100 anos, desembarcavam em Santos os primeiros imigrantes japoneses, trazidos pelo navio Kasato Maru, originalmente um navio-hospital da marinha russa que foi tomado pela marinha japonesa durante a Guerra Russo-Japonesa. Depois de 52 dias no mar, os 781 imigrantes seriam encaminhados à Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo e, de lá, seguiriam para as fazendas de café, onde esperavam fazer vida fácil. Na época, o Japão já enviava contingentes maiores de imigrantes para outras partes do mundo, principalmente EUA e Peru, a fim de reduzir a população no arquipélago e restaurar o equilíbrio alimentar, já que a guerra contra a Rússia, apesar de vitoriosa, deixara a economia japonesa em dura situação.

O tratado de amizade entre Brasil e Japão fora assinado bem antes, ainda no século XIX, embora um tanto a contragosto para o governo brasileiro, mais interessado em estreitar as relações com as nações européias e com os EUA. Esse desprezo pelo Japão se deve ao fato de que havia uma preocupação muito séria da elite brasileira em realizar um processo de branqueamento na população. Acreditava-se que a raça branca era geneticamente superior e o Brasil, com sua população predominantemente negra, indígena e mestiça, estaria condenado ao fracasso caso não se tornasse, rapidamente, um país branco. Nesse sentido, estabelecer um acordo com o Japão para transferência de população seria um atraso, pois acreditava-se que os únicos imigrantes aceitáveis eram de origem européia ou norte-americana. Ainda assim, o tratado foi assinado, já que outros países sul-americanos tinham tomado tal iniciativa. Com pretensões de ser a nação-líder da América do Sul, o Brasil não poderia se dar ao luxo de não assinar um acordo que seus vizinhos já tinham assinado.

O envio de camponeses japoneses para trabalhar nas fazendas brasileiras seria imediato, se a crise da virada do século não provocasse graves prejuízos aos cafeicultores paulistas (não confundir com a crise de 1929, que também afetou os cafeicultores, mas que aconteceu por motivos bem diferentes). O projeto seria, assim, adiado por cerca de 13 anos.

O que houve de lá para cá já foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Então, não pretendo me alongar aqui. Apenas me preocupei em escrever algo que demonstre que a relação entre os dois países não é exatamente o exemplo de harmonia e respeito tão falada por esses dias, ao menos não em sua origem.



Escrito por Makoto® às 19:57:28
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ALEATEORIAS XXVIII

O inverno finalmente chegou. Agora espero que se demore por aqui mais um pouco, ao invés de ir embora rápido como aconteceu nos últimos anos. Sei que já falei muitas vezes isso, mas eu realmente funciono melhor no frio. Hoje, por exemplo, dar aulas foi muito mais tranqüilo, com o cérebro funcionando mais rápido. O estranho é que minha letra também fica muito esquisita, já que acabo escrevendo mais rápido. Vai entender…

Mudando de assunto, estava assistindo a um jogo da Suíça pela Eurocopa e me deparei com uma questão: como fica o hino nacional de um país que tem quatro línguas oficiais? Será que existem versões nas quatro línguas? E como será que fica o som de quatro línguas diferentes cantando a mesma música ao mesmo tempo? Acho que só indo lá para descobrir.

Ainda estou pensando se escrevo sobre imigração japonesa. Estamos completanto um século aqui e acho que um historiador de origem nipônica não pode deixar passar a data em branco, ainda que o Brasil inteiro à essa altura já esteja saturado de tanto ouvir sobre o assunto. Se escrever, farei isso daqui a dois dias, no aniversário mesmo.

Último assunto do dia, os professores da rede estadual estão em processo de greve. Em nossa escola, ainda estamos tentando chegar a algo próximo de um consenso. Seja como for, minha posição é muito simples: não acredito mais em grandes sistemas políticos e sou contra 2 dos 3 pontos principais do discurso dos grevistas. Ao mesmo tempo, entendo que não temos, como classe profissional, outras possibilidades de luta, de modo que a greve se faz necessária. Mas estou realmente dividido, uma vez que não considero aceitável abrir mão de minhas convicções políticas e fazer parte de uma massa que será manobrada pelos sindicatos, mas tampouco considero aceitável o modo como o Estado tem gerenciado a educação pública e tratado os professores. Tenho a impressão de que qualquer que seja a minha escolha, vou trair alguém.



Escrito por Makoto® às 23:10:40
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AINDA HÁ ESPERANÇA!!!


© AP

UNICÓRNIOS EXISTEM!!!
(Agora estou esperando para ver dragões, faunos, centauros e outras criaturas ditas mitológicas).



Escrito por Makoto® às 19:52:53
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FUTEBOLÍSTICAS IV


Jim Cummins/Corbis

A coluna em que faço reflexões a partir do futebol andou um bocado parada, ainda que eu continue acompanhando todos os jogos possíveis pela TV ou pelo rádio (e, muitas vezes, pelos dois ao mesmo tempo para pegar jogos diferentes) e que o nobre esporte bretão seja um dos assuntos mais comuns por aqui. E eu nem sei dizer muito bem de onde é que veio todo esse interesse pelo futebol, já que eu nunca liguei muito quando era criança (sempre preferi basquete). O fato é que cada vez mais me percebo um apaixonado.

Uma das coisas que mais me interessa no futebol é seu modo de representar a vida. Com o futebol, aprendemos sobre vitória e derrota, sucesso e fracasso, justiça e injustiça, competência e sorte, bravura e covardia, lealdade e mesquinharia e tantas outras antíteses que se colocam o tempo todo em nosso caminho. É bem verdade que podemos aprender sobre tudo isso sem o futebol, mas ele torna todos esses conceitos muito mais fáceis de entender.

Agora já se passaram duas semanas desde que vi a final da Liga dos Campeões da UEFA. Embora eu veja o Chelsea como um time mais encaixado, me senti na obrigação de torcer pelo Manchester United, já que sou contra a idéia de milionários russos de fortuna com origem duvidosa comprarem times de futebol fora de seu próprio país. E não é tanto pelas suspeitas de que o Chelsea seja usado para lavagem de dinheiro. Isso também conta, claro, mas é principalmente porque o Manchester consegue aliar um bom esquema de marcação com uma postura ofensiva, algo que não se vê com facilidade no futebol inglês. (É verdade que o campeonato inglês é totalmente globalizado, aliás, como qualquer campeonato europeu, mas isso é uma outra história). Foi um jogo de encher os olhos, daqueles de empolgar qualquer um. Fiquei feliz por haver prorrogação e decisão nos pênaltis.

A eliminação do São Paulo pelo Fluminense na Libertadores eu acompanhei pelo rádio. Lamentei muito não ter uma TV por perto na hora. De qualquer modo, a impressão que tenho é de que esse time do São Paulo foi até longe demais. Falta ligação entre o meio e o ataque, o que torna o time refém dos cruzamentos da lateral. O time chuta pouco e, de modo geral, só faz gol quem tenta. O São Paulo tem tentado muito pouco e muito mal. Não creio que vá ficar muito tempo na zona de rebaixamento, mas também não vejo o time pegando uma das vagas para a Libertadores. No máximo, Sul-Americana e olha lá.

Também emocionante foi acompanhar as semifinais da Copa do Brasil. Não lembro de já ter visto as duas vagas numa final serem definidas nos pênaltis. E, se alguém quer entender como alguém pode passar de herói a vilão (ou o contrário) rapidamente, esses dois jogos são excelentes exemplos. No Morumbi, o goleiro Felipe se redimiu pela falha no gol do Botafogo ao defender o último pênalti, bem batido, diga-se de passagem. Já em São Januário… ALGUÉM ME EXPLICA COMO AINDA DEIXAM O EDMUNDO BATER PÊNALTI???!!!

Ainda estou esperando por um jogo que me faça chorar de alegria. De tristeza eu já chorei em 86, com os pênaltis perdidos de Zico e Sócrates e pela bola que bateu nas costas de Carlos e entrou. Naquele tempo, eu era mais patriota no sentido futebolístico da palavra. Esses quatro jogos que comentei ainda não me fizeram chorar, mas certamente me deixaram muito agradecido pela existência dessa coisa mágica que é o futebol.



Escrito por Makoto® às 17:04:42
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SAI, ZICA!!!

 

Não tenho muito tempo para escrever agora, mas não posso deixar passar em branco o sacode que o Flamengo tomou ontem em pleno Maracanã! De todos os brasileiros nas oitavas-de-final da Libertadores, eu tinha certeza de que Fluminense e Flamengo passariam para a próxima fase, afinal, venceram o jogo de ida na casa do adversário! O Flamengo, ainda por cima, tinha enfiado quatro no América, lanterna do campeonato mexicano! Azar? Incompetência? Clima de “já ganhou”? Falta de experiência? Falta de espírito de Libertadores? Insegurança? Excesso de confiança? Tudo isso? Não há como encontrar uma única explicação para o que aconteceu ontem!

P.S.: Ok, o Cruzeiro também perdeu em casa, mas, convenhamos, o Boca ganhar de 2 a 1 na casa do adversário na Libertadores não é nada fora do comum.



Escrito por Makoto® às 17:35:16
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ZAPPING XXXIV


© Comstock

Virada Cultural é uma desgraça. Colocam um monte de programas legais na mesma hora e dá um trabalhão escolher o que ver. Tirando aquelas atrações que não me interessavam nem um pouco, tinha opções suficientes para umas três semanas de diversão ali, mas tive que selecionar algumas porque ainda não descobri como estar em vários lugares ao mesmo tempo. Também acho um crime marcar a Virada Cultural na mesma época das finais do Paulistão. Se fosse qualquer outro jogo, até aceitava deixar de ver, mas logo as finais? 

***

Falando em futebol, vi só o segundo tempo de Ponte Preta e Palmeiras. Não torço para ninguém, mas ontem estava mais simpático à Ponte, afinal, é sempre divertido ver um time pequeno ganhar de um time grande (só não se diverte, nesse caso, quem torce para o time grande em questão). O segundo tempo foi praticamente todo da Ponte, mas o time sentiu o peso das finais e a ausência dos titulares suspensos pelos cartões amarelos. Não fosse por isso, era bem provável que o jogo terminasse pelo menos empatado.

***

A Globo passou hoje na escola para gravar entrevistas com alunos e professores para uma série especial sobre educação. Ainda não entendi por quê fui um dos escolhidos pela direção para participar da entrevista. Eu até tentei fugir de volta para a sala-de-aula, afinal, acho mais importante estar lá embaixo do que na frente dos holofotes, mas não teve jeito. Pelo menos foi rápido, mas perdi praticamente uma aula inteira nessa brincadeira. Mais uma prova de que a televisão pode, em certos momentos, ser prejudicial à educação.

***

Estou cansado, com dor de cabeça e tenho um monte de provas e trabalhos para ler. Deve haver um jeito mais fácil de fazer isso. Pelo menos deveria. Ossos do ofício. E o triste é que eu nem posso dizer que fui iludido quando entrei nessa vida.



Escrito por Makoto® às 15:54:51
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SAPERE AVDE VII

A PRIMEIRA DE MUITAS FARSAS


Descobrimento do Brasil
Oscar Pereira da Silva
acervo Museu Paulista

Quando se trata de história do Brasil, há sempre uma grande distância entre aquilo que se conta e aquilo que realmente foi. Na verdade, isso não é privilégio nosso e há toda uma série de questões teóricas e metodológicas que tornam impossível a um historiador dizer o que realmente aconteceu. O que temos são fatos e algumas interpretações a partir desses fatos. Naturalmente, algumas interpretações são mais razoáveis do que outras e os fatos que sabemos podem ou não ser reais. De qualquer modo, alguém que tenha levado mais a sério o estudo de história do Brasil certamente percebeu o grande número de inconsitências entre a versão oficial e a “verdade”.

A versão oficial diz que Pedro Álvares Cabral deixou Portugal em março de 1500 no comando de uma expedição às Índias. No meio do caminho, para evitar uma zona de calmarias, optou por fazer um desvio para o Oeste e, por isso, encontrou sinais de terras até então desconhecidas. Estava, então, descoberto o Brasil.

Por que essa versão oficial é absolutamente falha?

1. Colombo chegou à América em 1492 e Pinzón desembarcou no litoral brasileiro em 1495. Além disso, o Tratado de Tordesilhas, que dividiu todo o mundo não-europeu (não apenas a América, como geralmente se diz) entre Portugal e Espanha foi assinado em 1494. É impossível, portanto, afirmar que os portugueses não soubessem o que existe neste lado do Atlântico. É fato que não sabiam exatamente o tamanho e a posição das terras que possuíam na América. Daí a dizer que a chegada ao Brasil foi um acontecimento fortuito…

2. Supondo que Cabral tivesse realmente feito um desvio para o Oeste para evitar uma zona de calmaria em seu caminho para as Índias, essa zona de calmaria teria que ser praticamente do tamanho do Atlântico Sul, afinal, o desvio de Cabral foi equivalente a você sair por uma porta e virar à direita ao invés de virar á esquerda. O desvio mais lógico seria para o Leste, de modo a margear o litoral africano. Seriam os portugueses tão desorientados assim?

3. Cabral foi mandado para tomar posse das terras portuguesas na América. A transformação desse acontecimento numa grande aventura dos navegadores portugueses atendia aos interesse da formação de uma identidade heróica. Portugal, como “nação escolhida por Deus” para trazer o Quinto Reino (o Milênio) à terra, não poderia ter um papel menos heróico do os espanhóis.



Escrito por Makoto® às 12:57:54
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METALINGUAGEM XXIV


“Eu realmente devia aprender a lidar melhor com as pessoas, afinal, não dá para viver sozinho.”

Já falei isso antes, já tentei fazer isso antes e algumas vezes até consegui por algum tempo. No entanto, depois de um certo tempo, acabo sempre negligenciando os comentários que recebo. A bem da verdade, ultimamente nem eu mesmo tenho acessado meu próprio blog. Me limito a escrever os posts e nem vejo se ficaram bons. Lastimável.

Depois de algumas cobranças, algumas pessoalmente, outras eletronicamente, resolvi tentar, mais uma vez, retomar o bom hábito de responder os comentários quando couber resposta. Por questão de praticidade, vou responder usando o sistema padrão do próprio blog. Não é a mesma coisa que retribuir visitas, mas é o melhor que posso fazer por enquanto. Espero que isso dure mais do que alguns posts desta vez.'

Para começar, responderei aos comentários do post anterior. Só não farei retroativo aos que vieram antes porque o tempo da resposta deles já se foi e não gosto de escrever coisas fora de timing. Aos que comentaram até agora e não tiveram respostas, peço desculpas. Tentarei não deixar que isso se repita.



Escrito por Makoto® às 21:09:36
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ALEATEORIAS XXVII

Dias bem corridos por aqui, o que é quase o mesmo que dizer que as coisas estão como sempre. Aliás, eu até acho estranho quando as coisas não se acumulam por aqui.

Estamos em época de começar a fechar o bimestre na escola. Isso significa que preciso aplicar provas e terminar de corrigir as atividades que recolhi nos últimos dias (no caso de várias, turmas, ainda preciso começar). Esse ano tem sido bem caótico, com o Estado tentando engessar o trabalho sob pretexto de que o excesso de liberdade dos professores até agora só serviu para comprometer a qualidade do trabalho (devo reconhecer que isso é verdade em um bom número de casos). Eu até gostei de algumas coisas na proposta (ou imposição — questão de ponto de vista) que o Estado mandou, mas tem muita coisa que é deplorável. Mas não estou com paciência para escrever sobre isso agora.

Mais interessante (ao menos para mim), embora menos importante, é o fato de que o blog aqui completou mais um ano no último domingo. É verdade que os dois últimos anos foram bem ruins bloguisticamente falando. Foram dois anos em que o Aleateorias respirou por aparelhos e chegou a entrar em coma algumas vezes. Mas ele teima em continuar vivo. (Dizem que idiotas têm vida longa).

Tenho escrito muito pouco e só esporadicamente visito os blogs que estão linkados lá do lado. Gostaria de ter mais tempo para minhas incursões na blogosfera, mas parece que o blog é só mais um dos meus muitos projetos iniciados com entusiasmo e, depois de um tempo, empurrados com a barriga (que anda um pouco saliente outra vez). Ao menos este ainda não foi abandonado por completo.

Mudando de assunto, no último fim-de-semana fui, finalmente, ver a exposição de Star Wars no Ibirapuera. Muito divertido ver as miniaturas, figurinos e desenhos, além das pessoas fantasiadas. Também fui ao Aki Matsuri, o festival de outono realizado pela colônia japonesa em Mogi das Cruzes. A comida lá é melhor do que a do Festival do Japão, que acontece todos os anos aqui na capital.

Último assunto do dia por enquanto (na verdade não é bem do dia, porque foi da semana passada), na última quinta-feira, Anna e eu completamos 56 meses juntos! Mais um pouco e completaremos 5 anos! Tivemos alguns desacertos nesses últimos tempos (minha culpa, não nego), mas estamos bem. Só estou estranhando não encontrá-la durante a semana com a mesma regularidade de antes, já que os horários de trabalho não são fáceis de ajustar. De qualquer modo, me registrei num programa de financiamento imobiliário para funcionários públicos, de modo que espero ter um cantinho em breve para podermos finalmente juntar os trapos.

E tenho dito! (Plagiando Stan Lee).



Escrito por Makoto® às 13:42:37
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FLASH VI

Hoje é aniversário do blog! Depois escrevo decentemente.



Escrito por Makoto® às 20:15:05
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Sou quase assim, mas não tão bonito
Filipe Makoto Yamakami,
29 anos, professor de História e Geografia na rede pública estadual, músico e escritor nas horas vagas, residente em São Paulo, SP, Brasil, protestante praticante e ativo, social-democrata (órfão), perdidamente apaixonado por Anna Carolina Bittencourt Russo.

ICQ 6912404
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