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Acho que este será o único post do mês. Tenho usado o Twitter com muito mais freqüência. É muito mais prático.
Leitores mais atentos certamente notaram que ainda uso trema. Decidi que vou ignorar a reforma ortográfica. Se Portugal não assina o acordo, não vejo nenhum sentido em insistir com ele, especialmente porque não tornou a ortografia mais lógica.
Daqui a pouco vou assitir uma apresentação de dança do ventre. Uma amiga me convidou. Ela vai dançar. Ela é japonesa. Só no Brasil.
Inauguração do Cine Marabá em 1945 (foto: Salas de Cinema de São Paulo)
Anna e eu estivémos ontem na reinauguração do Cine Marabá, programa imperdível para quem é apaixonado por São Paulo e gosta de cinema. É verdade que não é mais a antiga sala que acomodava mais de 1.500 pessoas, mas não deixa de ser um bom sinal de que a Cinelândia Paulista tem salvação. A maioria dos cinemas da região virou igreja ou se dedicam aos filmes pornográficos. Espero que recuperem, também, o Marrocos, o Ipiranga, o Saci e tantas outras salas que antigamente faziam da região entre República, Arouche e Anhangabaú uma importante alternativa cultural para o povo paulistano.
Como não poderia deixar de ser, o Marabá agora é um mini-multiplex, com 4 salas menores e uma grande, que preserva a tela original, mas agora equipada para projeção de filmes em 3D. O equipamento de som também está impecável. E o saguão de entrada, todo restaurado, dá uma idéia de como ir ao cinema era, mais que entretenimento, um evento social.
O que é ruim é o espaço entre as fileiras de cadeiras, que também são um tanto rígidas demais. Deve ser para lembrar o desconforto da época que o então decadente Marabá era um pulgueiro. Também não gostei da bomboniere modernosa no centro do saguão de entrada. Podiam ter feito um balcão que respeitasse o clima nostálgico criado pelo mármore, pelas colunas, pelo lustre francês e pelo enorme espelho antes do corredor que leva às salas.
Ah, sim! Outra vantagem é o preço, razoavelmente mais baixo do que os cinemas de shopping que o paulistano se habituou a freqüentar.
Há, no senso comum brasileiro, todo um conjunto de coisas que são “de criança” e “de adulto”. De modo geral, esses rótulos indicam um tipo de proibição. Se você é criança, as coisas de adulto exercem um fascínio quase irresistível. Queremos ter e fazer coisas de adultos porque queremos ser grandes logo. Por outro lado, se você é adulto, as coisas de criança geralmente provocam um grande saudosismo, afinal, já experimentamos todas as coisas de criança (a não ser aquelas que foram, para o nosso azar, inventadas depois que já éramos adultos) e sabemos como elas são boas. Em geral, uma criança de atitudes adultas é considerada infeliz por não ter infância e um adulto de atitudes de criança é considerado imaturo e irresponsável. Ao mesmo tempo, todos exigem de nós que nos tornemos maduros quando crianças e esperam que não percamos o coração de criança quando adultos. Isso faz sentido? Acredito sinceramente que não.
Coca-Cola sempre foi o refrigerante de adulto. Para as crianças, havia as várias tubaínas, ou a Fanta ou qualquer coisa do gênero. Sempre que peço uma Fanta Uva, me olham como se estivesse pedindo refrigerante de criança. Eu mesmo brinco com isso. O que faz da Fanta, especialmente a de uva, um refrigerante de criança? E o que torna a Coca-Cola um refrigerante de adulto?
As festas de aniversário também perdem um bocado da graça. Festas de adulto, em geral, são jantares, baladas ou churrascadas. Nada contra essas práticas, mas sinto falta dos das bexigas, das brincadeiras, de ficar correndo pela festa com os brinquedos que acabamos de ganhar. Sinto, principalmente, falta dos docinhos de festa. Bolo até que não me faz falta, mas já repararam como grande parte das festas de adulto não tem brigadeiro, cajuzinho, beijinho, olho de sogra e coisas do gênero? Algumas até trazem versões mais sofisticadas — e gostosas — dos tradicionais doces de festa, mas elas não têm a mesma graça, a mesma mágica dos tradicionais docinhos de criança.
E o que dizer dos pais que levam seus filhos pequenos para assistir Bicicletas de Bellville ou Valsa com Bashir?! Já cansei de ouvir pessoas reclamando que é inaceitável alguém fazer um desenho animado tão violento como Akira ou tão cheio de conteúdo sexual como A Lenda do Demônio, como se fossem obras destinadas ao público infantil.
E, definitivamente, Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol não é uma obra para crianças. Mesmo que seja história em quadrinhos.
Não sei o que é pior: tratarem as coisas de criança como se fossem algo proibido a adultos mentalmente saudáveis ou confundirem artigos para adultos com artigos para crianças só por causa do formato.
Intervalo no Maracanã e o Corinthians vence o Fluminense por 2 a 0. Naturalmente, não tenho como prever o resultado final, mas é bem pouco provável que, com o não-futebol que está jogando, o Tricolor das Laranjeiras consiga marcar os 4 gols que precisa para alcançar a semifinal da Copa do Brasil.
Quem acompanha este blog há mais tempo sabe que não sou corintiano. Aliás, quem me conhece sabe que se existe um time de quem faço questão de fazer piada sempre que posso é o Corinthians. E, no entanto, esse time tem algo que me faz ficar emocionado, apaixonado que sou pelo futebol, mesmo que não tenha uma paixão de verdade por algum clube (embora eu geralmente me defina como simpatizante fervoroso do S. José e não tão fervoroso do Juventus da Mooca).
O Corinthians não tem o melhor elenco. Acredito que o S. Paulo ainda tem o elenco mais equilibrado do país, mesmo que não venha apresentando um bom futebol e tenha tanta gente no departamento médico. O Corinthians também não é o time mais técnico. Acredito que Internacional e Cruzeiro sejam as melhores equipes do país nesse quesito. Mas não tenho dúvida de que, no momento, é o Corinthians quem joga o melhor futebol do país.
Os torcedores corintianos mais eufóricos falam de Ronaldo, falam de Mano Menezes, falam de Alessandro, Dentinho, Elias, Felipe, André Santos, Chicão… E há a Fiel. Não acredito que seja possível medir a paixão de uma torcida, mas a Fiel tem uma relação com esse clube que é comovente. E, de fato, a força desse Corinthians está no encantador conjunto formado por seu técnico, seus jogadores e sua torcida.
Não faz muito tempo, eu ainda lembro, havia um Corinthians muito diferente. Não era um time, mas um bando de jogadores que corriam perdidos atrás de uma bola, fazendo chorar sua apaixonada torcida e rir as muitas torcidas adversárias. Hoje, vejo um time organizado, lúcido, seguro, mesmo quando joga mal. O Corinthians de Mano Menezes joga com inteligência, com eficiência, com garra, que a Fiel tanto presa, e, vez ou outra, até com genialidade e plasticidade.
Assim como muitos comentaristas, também penso que a passagem no ano passado pela Série B fez bem ao Corinthians. Mas não acho que seja por conta da mudança na diretoria ou pela contratação do Mano ou, ainda, pela formação da equipe que foi a base da atual. É claro que tudo isso é importante, fundamental até, mas tudo isso poderia ter acontecido mesmo sem o rebaixamento.
O Corinthians conquistou o acesso à primeira divisão com facilidade e isso era pura obrigação. Mas, para um grande clube, uma passagem pela Série B, mesmo que curta, não é coisa de um ano apenas. É uma cicatriz que leva muito tempo para ser apagada. O Corinthians joga em 2009 como um time que precisa apagar essa marca. É um time que tem algo a provar.
Neste momento, o Fluminense faz seu segundo gol. Precisa de mais dois, a torcida e o time voltam a acreditar. O Corinthians tem caído de rendimento no segundo tempo nos últimos jogos. Isso não muda minha opinião sobre esse time corintiano.
Vejo um time em que os jogadores fazem mais do que sabem ou podem. Em outra situação, em outra equipe, duvido que rendessem tanto, duvido que tivessem tanta vontade. Mas estão no Corinthians e, ao contrário do que o discurso pronto da maioria dos jogadores costuma reproduzir, eles precisam provar que são dignos de vestir o pesado manto alvinegro e o Corinthians precisa provar, sobretudo para si, que nunca deixou de ser grande.
P.S.: O jogo ainda não acabou, mas o Corinthians está acuado pelo Fluminense. Honestamente, acho que será mais divertido se o Corinthians perder a vaga, já que terei mais gente de quem rir amanhã. Além disso, a escola fica bem mais tranqüila quando o Corinthians perde. Mas isso não muda nada do que eu disse acima.
“Ele já não tinha tempo para mim. Como eu fico agora?”
Acabei migrando para o Twitter, depois de alguma relutância. Minha resistência se devia exatamente à tão falada falta de tempo. Se já não consigo arranjar tempo suficiente para concilicar blog, e-mail e orkut (fora outras coisas do cotidiano internético), como arranjar tempo para o Twitter? Mas descobri que o microblog pode ser muito prático, exatamente pelo tamanho de cada atualização. Escrever algo em no máximo 140 caracteres num blog tem cara de desperdício, mas no Twitter isso é tudo o que podemos fazer. Também é um bom jeito de me forçar a ser mais conciso no que escrevo.
Mas o blog não será abandonado. Continuarei tentando fazer minhas duas atualizações mensais, porque volta e meia ainda tenho o que dizer em muito mais do que 140 caracteres. Mas acho que vou dar as caras com mais freqüência lá.
Estou sem tempo, mas preciso registrar mais um aniversário do blog. Agora são 5 anos, idade em que já não engatinhamos, mas ainda não temos total equilíbrio sobre nossas pernas. Acho que essa descrição se encaixa muito bem aqui.
Quero agradecer a todos os que ainda passam por aqui e a todos os que em algum momento freqüentaram este espaço. Também quero agradecer a todos os que me ajudaram nessa jornada bloguística, como leitores e como leituras, mesmo que estas últimas estejam bem atrasadas. Talvez um dia eu me torne um bom blogueiro e isso será, sem dúvida, graças a vocês.
No final da década de 1970, a Lei Keene baniu todos os heróis mascarados dos Estados Unidos, restando na ativa apenas o Dr. Manhattan (Billy Crudup), o Comediante (Jeffrey Dean Morgan), agentes oficiais do governo norte-americano, e Rorschach (Jackie Earle Haley), colocado na ilegalidade. Quando o Comediante é assassinado, Rorschach deduz que existe uma conspiração para eliminar os antigos vigilantes e inicia sua investigação. Enquanto isso, as tensões entre Estados Unidos e União Soviética parecem levar a uma inevitável III Guerra Mundial.
Baseado na clássica série escrita por Alan Moore, Watchmen é, certamente, uma das melhores adaptações já feitas dos quadrinhos para o cinema. Há, inevitavelmente, grandes alterações no enredo e, no entanto, aquilo que há de essencial permanece. As alterações até se justificam, já que a transposição direta do roteiro de Moore para a tela simplesmente renderia um filme de pelo menos 5 horas, uma vez que há muitas tramas paralelas que ajudam a construir o cenário.
O mundo de Watchmen é bem diferente do nosso, uma vez que a presença de heróis mascarados, especialmente o poderosíssimo Dr. Manhattan, desequilibra a balança da Guerra Fria em favor dos americanos, o que provoca alterações sensíveis na história, como o resultado da Guerra do Vietnã. Ao mesmo tempo, é um mundo assustadoramente parecido com o nosso, reconhecível especialmente se você tem alguma idéia do medo que tínhamos de uma guerra nuclear nos anos 80 (meu caso) ou nas décadas anteriores.
Watchmen também trata do eterno dilema heróico que é o binômio poder e responsabilidade. Ainda que apenas o Dr. Manhattan tenha superpoderes, todos eles são dotados de recursos físicos ou tecnológicos que os destacam do resto da humanidade. Mas os heróis são forçados a conviver com o fato de que sua presença não serviu para tornar o mundo um lugar melhor. Em certos casos, a impressão que se tem é exatamente oposta. Diante dessa realidade, sua motivação se torna questionável, uma vez que foi muito mais o espírito de aventura e não exatamente o altruísmo que os levou a vestir máscaras.
O filme conta com bons efeitos e cenas de ação bem coreografadas, mas não o suficiente para agradar o público que se acostumou com outras adaptações como X-Men, Batman Begins ou O Homem de Ferro. Watchmen não é uma obra de quadrinhos convencional e, portanto, não poderia dar origem a um filme convencional. O foco não está na carreira heróica, mas nos problemas morais que a existência de heróis mascarados implica.
De negativo, ao menos para mim, as cenas de violência excessivamente explícitas. Considero absolutamente dispensável mostrar de maneira tão descarada mutilações, fraturas e coisas do gênero. Já estamos anestesiados demais pela violência que vemos no dia a dia. Não precisamos que nos ajudem a nos acostumar ainda mais.
Todos reconhecem ou dizem reconhecer que a maioria das forças armadas não compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repúdio à polícia. No entanto, isto não basta.
É preciso que se estabeleça, sobretudo por parte das mulheres, como já começou a se estabelecer nesta Casa, por parte das mulheres parlamentares da Arena, o boicote ao militarismo. Vem aí o 7 de setembro.
As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem junto com os algozes dos estudantes. Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile.
Esse boicote pode passar também, sempre falando de mulheres, às moças. Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa àqueles que vilipendiam-nas.
Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me senhor presidente, que é possível resolver esta farsa, esta democratura, este falso impedimento pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre os civis e militares deve cessar, porque só assim conseguiremos fazer com que este país volte à democracia.
Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús que tiveram a coragem e a hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrário dos seus superiores.
Íntegra do discurso proferido por Márcio Moreira Alves, então deputado pelo MDB, no dia 2 de setembro de 1968, em protesto pela prisão de participantes do XXX Congresso da UNE. Esse discurso levou a Junta Militar a pedir sua cassação, recusada pela Câmara, fato que levou à instituição do AI-5, considerado um marco da ditadura militar.
Estou cansado, muito cansado. Tenho dormido pouco e mal. Os fins de semana não são suficientes para me recuperar da correria da semana. E assim será até o final do ano. Se ainda não desabei, é porque estou tomando mais cuidado com alimentação e tentando aproveitar cada minuto livre para respirar um pouco. Mas estou cansado.
Aliás, ultimamente tenho reclamado muito. Acho que estou me tornando um velho chato. É verdade que chato eu sempre fui, mas estou ficando ranzinza. E se já sou assim agora, imagina quando ficar velho de verdade!
Mudando de assunto, troquei meu celular. Depois de vários anos, a bateria dele começou a arriar. Ainda daria para agüentar com ele por mais um tempo, mas surgiu uma promoção legal e troquei por um melhor, com câmera (nada muito chique, mas é legal para aquelas cenas que acontecem de repente), rádio e bluetooth. Só sinto falta da lanterna e de um sistema mais inteligente para aumentar o volume das chamadas e do toque. Mas foi uma boa troca, de qualquer modo. Outro celular, só quando este quebrar ou a bateria dele começar a arriar (contanto que haja uma nova promoção e o preço de um celular novo seja mais baixo ou igual ao de uma bateria nova).
Acompanhando aqui pelo rádio, acabo de saber que o imposto sobre cigarros vai aumentar. Os fumantes que me desculpem, mas eu simplesmente acredito que cigarro tem que ter um preço absurdamente alto e toda a carga de impostos sobre cigarros deve ser direcionada ao sistema público de saúde. Aliás, o que muito me espanta é que ainda haja gente começando a fumar. (Pensando bem, não me espanta, porque a maioria das pessoas começa a fumar na adolescência e se existe uma característica da adolescência é a inconseqüência).
Bom... Estou no computador da escola. Tenho um monte de provas para corrigir. Volto quando der.
Que calor infernal! Se não foi o sol que desceu, foi a terra que subiu, porque não é possível uma cidade esquentar tanto! Ah! Saudade dos dias frios, cinzentos e chuvosos!...
Fevereiro terminou e o blog passou quase em branco. E nem vou dizer que vou tentar ser mais regular nas postagens porque sei que não vou cumprir. Ultimamente as idéias até vieram. O que não tive foi tempo e disposição. Pena. Algumas idéias eram realmente boas, mas dependiam muito do instante. Como o tempo já foi, não faz mais sentido escrever o que eu estava pensando.
O trabalho tem consumido a maior parte do meu tempo. Por conta de chegada e saída de professores na escola e por questões de tempo de carreira, este ano meu horário de trabalho ficou meio ruim. A maior parte das minhas turmas é da manhã (preciso lembrar vocês como ODEIO acordar cedo?) e tenho mais algumas à noite. Resultado: há dias que fico na escola o dia inteiro (hoje, por exemplo), porque simplesmente não compensa voltar para casa (o Estado não paga a condução). Para a escola é até legal eu ficar o dia inteiro aqui, porque acabo ajudando em um monte de coisas durante a tarde, até porque não quero ficar sem fazer nada, mas para mim é muito desgastante, porque fico morrendo de sono e calor. A única vantagem mesmo é que agora levo menos trabalho para casa.
Mudando de assunto, lotei meu note com músicas a cappella. Para quem não sabe, música a cappella é aquela cantada sem nenhum tipo de acompanhamento por instrumentos. Todos os sons são vocal ou anatomicamente produzidos (por favor, não confundam banda vocal com coral), o que dá um efeito muito divertido e, em alguns casos, bastante surpreendente, especialmente quando se faz arranjos de músicas que tradicionalmente são interpretadas com dezenas de instrumentos e toda uma parafernália eletro-eletrônica. A maior parte dos arquivos que baixei é de conjuntos universitários americanos. Agora estou só esperando o dólar baixar e meu orçamento aumentar (a primeira parte é bem mais fácil do que a primeira) para comprar essa coleção, já que não me agrada a idéia de ficar estocando mp3 de material que ainda é possível conseguir em original (sim, sou politicamente correto no que diz respeito a direitos autorais, impostos e etc).
Anna e eu temos nos visto bem pouco, já que as agendas realmente não batem. Ela agora começou um curso de restauração de documentos que dura a tarde e a noite. Como estou trabalhando de manhã, não temos mais possibilidade de nos ver durante a semana pelos próximos seis meses. Mas pelo menos ainda temos os fins de semana, que precisam ser bem aproveitados. E temos que resolver uma série de coisas sobre como vamos juntar os trapos, porque a pressão está aumentando e nós mesmos já concordamos que está mesmo chegando a hora. Minha única preocupação mais pesada quanto a isso é que preciso aprender a ser mais disciplinado e responsável para viver com ela, porque ela gosta das coisas no lugar e na hora, algo que eu sou muito ruim mesmo. Pontualidade e organização nunca foram o meu forte. Preciso aprender, se não quiser que ela enlouqueça.
Por hoje é só. Vamos ver quando eu consigo passar por aqui de novo.
Filipe Makoto Yamakami, 30 anos, professor de História e Geografia na rede pública estadual, músico e escritor nas horas vagas, residente em São Paulo, SP, Brasil, protestante praticante e ativo, social-democrata (órfão), perdidamente apaixonado por Anna Carolina Bittencourt Russo.